Julga-me toda a gente por perdido
vendo-me, tão entregue a meu cuidado,
andar sempre dos homens apartado
e dos tratos humanos esquecidos.
Mas eu, que tenho o mundo conhecido
e quase que sobre ele ando dobrado,
tenho por baixo, rústico, enganado,
quem não é com meu mal engrandecido.
Vão revolvendo a terra, o mar e o vento;
buscam riquezas, honras a outras gente;
vencendo ferro, fogo, frio e calma;
que eu só, em humilde estado, me contento
de trazer esculpido eternamente
vosso formoso gesto dentro n’alma.
Nota: «Aqui, o poeta faz referência aos que o julgam louco, por viver afastado dos outros e envolto nos seus pensamentos e nas suas tristezas e desventuras.»
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Julga-me toda a gente por perdido
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