Nota
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Mamãe Eu Quero (Carmen Miranda)
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Poema de Luto Pesado II - [Homenagem de Rodrigo Emílio ao Comandante Francisco Daniel Roxo]
Nota
O Comandante Daniel Roxo faleceu heroicamente em combate e ao serviço da Portugalidade no sul de Angola a 23 de Agosto de 1976. Faz hoje 37 anos.
O grande poeta nacionalista Rodrigo Emílio prestou-lhe esta homenagem que foi publicada no seu livro "Reunião de Ruínas", 1976.
Rui Moio
O teu habitat há-de sempre ser à prova de devassa.
Está nesse mato
Mulato
Em que assentaste praça,
E que já hoje, de raiz, te abraça
- Viriato
Do Niassa!
Ao peso da verde capa de capim, que te revista,
Ou sob o tórrido tampão de terra que assista
À tua ausência
- É de pé, e bem a prumo, que o teu corpo agora jaz!
E, ao terrorista
Sem rumo,
Ainda hoje impões tenência
E passo atrás!
Tu cuidaste apenas de arriscar a pele…
Até ao fim, fizeste a guerra
Por amor de um país chocho,
E frouxo,
Hoje por hoje entregue à cobardia.
(ouves-me aí, Daniel,
DANIEL ROXO?...
- Esta pobre terra não te merecia!)
Mas, lá do regaço – ingrato –
Desse mato tropical,
Em que tu, afinal, ficaste intacto
- Já nem a própria morte te rechassa,
Viriato
Do Niassa!
E daí que eu cante
E que te conte,
Comandante,
No horizonte d´este instante
Sem horizontes defronte;
E que daqui em diante
Não me cale –
Em recado encomendado
Para o solo, sacral
E tão sagrado,
Ao colo do qual Já tu estás soldado.
Vivo horas d´um Outro Horto
Mortal,
Meu herói morto…
Irado,
Absorto e reclinado
Sobre a sombra do teu corpo
Ou aos pés da tua alma
Ajoelhado,
Eu sei que estou, afinal,
Perante o desconforto,
Sem igual,
De ver baixar ao teu coval,
Portugal amortalhado!
Acolhe-te, agora à sombra lisa d´uma lousa.
E, na sempre abrasadora asa da brisa,
Em paz repousa
De todo o esforço quinto-imperial,
Que tens levado.
Dá longas tréguas de sono
A esse teu corpo moço
- De colono
E de colosso;
De soldado
Ao solo dado!...
Fonte: Blogue "Dos Veteranos da Guerra do Ultramar (1959 a 1975)"
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Sorriso Audível das Folhas

quinta-feira, 10 de junho de 2010
António Manuel Couto Viana (1923-2010)
NotaAntónio Manuel Couto Viana, um homem que comecei a admirar pela sua poesia patriótica e nacionalista quando eu tinha apenas uns 14 ou 15 anos. Após o 25 de Abril de 1974 admirei-o ainda mais por se manter integro e coerente perante todas as campanhas que lhe moveram para o silenciarem.Há menos de três anos tive o privilégio e a suprema honra de o conhecer pessoalmente. Então, apercebi-me da sua grande humanidade e simplicidade. De admirador, tornei-me amigo e amigo para sempre.
O que resta da nossa nação acaba de perder um dos maiores vultos nacionais de todos os tempos. A nossa Pátria está muito mais pobre com a perda deste homem de letras e de virtudes. Perdeu-se também um homem que, nestes tempos de cobardia e negação da Pátria, se manteve como um homem de "H" grande.Obrigado meu poeta e meu mestre.Rui Moio
"O escritor António Manuel Couto Viana morreu esta tarde aos 87 anos no Hospital de Santa Maria, em Lisboa."(via Público 8-6-2010).
As nossas condolências à família de António Manuel Couto Viana.
Este é um momento de forte emoção, e em homenagem a este grande poeta, escritor, dramaturgo, ensaísta, encenador e tradutor, deixamos o leitor com estes links do Público, e da Associação Portuguesa de Poetas (http://appoetas.blogs.sapo.pt/) onde se destaca referência à sua obra.
Da sua poesia saliento e transcrevo aqui este poema que António Manuel Couto Viana dedicou ao seu querido Amigo, Eduíno de Jesus. É natural que os seus amigos se sintam com os mesmos sentimentos de quem está de luto.
Ilha de São Miguel
Para Eduíno de Jesus
António Manuel Couto Viana
Vejo os romeiros da Semana Santa
Atravessando os campos plo sol-posto:
O cajado na mão; ao ombro, a manta,
E a fé em cada rosto.
Na alba do domingo, assisto
(Ainda luzem estrelas)
À missa cantada ao Senhor Santo Cristo,
Entre a pompa dos oiros, flores e velas.
À porta do Convento da Esperança,
Rezo ao banco de Antero.
A sua alma, em paz, ali descansa,
Depois do tiro do desespero.
E a paisagem bucólica,
Com lagoas de névoas e frescuras,
Melancólica,
Escorre das alturas.
Até onde o olhar se perde,
Vacas pretas e brancas
Mancham o pasto verde,
De úberes túmidos, de pesadas ancas.
Tão alvas e tão azuis, nas bermas das estradas,
As hortenses floriram os fuzis liberais,
Por serem dessas cores as bandeiras ousadas
Que iriam invadir as areias e os cais.
Enfeitam-na, também, as rosas do Japão
(Vai-lhe bem o cetim!).
E respira da boca do extinto vulcão
Hálitos de jardim.
Nas Furnas,
Arde o coração da terra.
E, das caldeiras soturnas,
Um fumo sobe, ondula e erra.
Fui ao Nordeste, um dia,
Comer cracas, beber vinho de cheiro,
Enquanto a Ilha bebia
Nevoeiro.
E porque não beber chá
(Chá chinês da Gorreana):
O Oriente que dá
Delicadeza à flora açoriana?
Beber, na estufa, até, um sumo de ananaz,
Como um sol ruivo, acre e tropical
Que ao severo da Ilha satisfaz
a sede sensual.
No sabor das bananas, que novos exotismos!
Verdes, se verdes, depois, doiradas,
Frente a espessuras, prados, abismos,
Fontes, levadas...
Ilha a emergir da espuma,
Sê sinal de salvação:
Traz-me, perdido na bruma,
El-Rei Dom Sebastião.
(20.2.08)
António Manuel Couto Viana "Sobre Eduíno de Jesus". Eduíno de Jesus: A ca(u)sa dos Açores em Lisboa - homenagem de amigos e admiradores. Eds. Onésimo T. Almeida e Leonor Simas-Almeida. Terceira: IAC, 2009. 32-33.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
SONS DE ANGOLA DENTRO DE MIM

Dentro de mim...
Quando a noite cai
Chegam-me ecos
de Katxa-Katxas
e Reco-Recos
Mpwitas e Tchingufos
E mãos voando
Sob a força de Marufos.
Chegam-me sons...
De Marimbas
Cruzando com Kissanges
Tenho os sons de Angola
Dentro de mim...
E quando
O Grande Tocador me chamar
Irei, de guizos nas mãos
De boca sorridente
Juntar-me... aos meus irmãos
Na Grande Festa
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
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segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Sentires Sentidos contemplado com o Prémio "Blog de Ouro"
sábado, 8 de agosto de 2009
Carta de Um Contratado
segunda-feira, 18 de maio de 2009
FESTA DA VIDA
(Lembrando Salvador Vaz da Silva e o dia 18 de Maio de 2008)da entrega e da paz
com que em cada dia
caminhamos e crescemos
por caminhos de Luz…
Há uma saudade em mim
que neste dia me lembra sorrisos
vida, alegria, amizade
partilha dos sonhos vividos
caminhos de generosidade…
Há uma certeza que trago
nos dias por onde caminho,
de que na força que quero dar
há uma "Luz terna e suave",
que dá brilho ao meu olhar…
E é essa "LUZ" que permanece
e nos leva mais longe…
Arminda Branca M.V. Pinto
Gondomar, 18 de Maio de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Ich hab dich so lieb
terça-feira, 18 de novembro de 2008
CREDO IN UNUM DEUM
Irmana-te com os Apóstolos ouvindo e pronunciando as mesmas palavras, os mesmos sons!...Estou certo que isto te dará paz... e, se, na solidão da oração, uma lágrima te rolar pela face, verás que te fará bem!... Sentirás que DEUS está contigo.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Angola é Nossa
Imagina, camarada, que a nossa Pátria ainda existe... Tem esperança que um dia ainda vamos ter de novo o Nosso Portugal, o único que existe e que é o que vai do Minho a Timor.
Rui Moio
domingo, 20 de julho de 2008
MACONGÍADAS – Canto Quarto
Que Maravilha! Parabéns José Jorge Frade pela publicação deste bonito poema.
Rui Moio
Desde então muitos anos já rolaram
Sobre nós mil desgraças se abateram!
Nenhum dos maconginos as narraram,
Nem tão pouco nenhuns as descreveram;
Ninguém com tinta e génio as relataram
- Dores e lágrimas que sempre bem esconderam – !
Por isso, uma vez mais aqui estou eu
P'ra contar como tudo aconteceu!
II
Sobre o reino caíra a letargia
Bem como já um certo esquecimento
Que se ia acentuando dia a dia,
Imbuído de saudade e sofrimento!
Faltavam novo fôlego e energia!
Havia que trazer-lhe algum alento!
Em hora benfazeja ele apareceu
E logo, logo tudo renasceu!
III
O Carlos que é também Victória Pereira,
Por achar ser mais chique e de bom tom,
Mudou o nome da família inteira
P'ra ser antes, porém, Mac-Mahon!
Após alguns anitos de canseira
Resolvera voltar a porto bom,
Trazendo em vez da capa e da batina
Um canudo – doutor em Medicina!
IV
E numa jantarada de homenagem,
Co'o Saraiva, Fontoura e o Rogério
O Carlos preparou esta mensagem
(Logo, ali, acatada bem a sério,
Achando boa ideia tal critério):
Que os festins seriam repetidos
E, de vez para vez, mais concorridos!
V
A par de tudo, havia que lutar,
Num desejo par'cendo veleidade,
- E muitos se deixaram arrastar,
Varrendo lés a lés toda a cidade,
Como vento veloz, sempre a soprar,
Num crescendo de força e ansiedade –
P'lo que era desejado e lhe faltava:
O Ensino Superior que a Huíla esperava!
VI
O Rei fora forçado a abalar;
Sua função, até, diminuída,
Mas logo que os arautos foi escutar
Tratou de se empenhar e, de seguida,
Ceptro real tornou a empunhar!
A conselhos sagazes deu guarida
E com a "malta fixe" a aprovar,
Em 70 o Saraiva nomeou,
Vice-Rei que tão bem desempenhou!
VII
Este, então, de mãos livres, já liberto,
Tratou de dilatar o reino seu!
Como era muito fino e muito esperto
Com mestria e saber o engrandeceu!
Criou à sua volta e deu bem certo,
Com um ardor que nunca feneceu,
Sobas fiéis a quem deu mil sobados,
Novos Duques, Barões são nomeados
VIII
Que, pouco a pouco, ergueram a nação!
A côrte até às damas foi aberta
Dando ao reino, afinal, maior expressão!
Quando a trica, que vem de parte incerta,
Começa a semear a confusão,
O melhor a fazer é estar alerta!
Em Luanda qu'ria o Rei a capital,
Decisão que, por certo, caiu mal!
IX
Devido à efervescência assim criada,
D. Caio, o Vice-Rei quis demitir!
Tal atitude, por todos criticada
E que ninguém havia de aplaudir,
Tornou a Academia turba irada
Tal bomba preparada p'ra explodir!
Se do Rei o intento fosse além,
O reino ficaria sem ninguém!
X
Porém, tudo acalmou quando o bom senso
Se sobrepôs àquela confusão!
D. César retratou-se e se bem penso,
O Vice-Rei, agia com razão!
Depois deste período triste e tenso
De mágoas se limpou o coração!
Fez-se, depois, festejo bem bonito
Preparado p'lo Farrica, no Lobito!
XI
Como era de prever, já de antemão,
Os velhos Professor's foram partindo,
Depois, de geração em geração,
Novos valores se foram exibindo,
Como Mestres que deram sua mão,
Ao bom caminho a muitos conduzindo!
Maconge, assim, expandia sua glória,
Mais umas linhas de ouro em sua História!
XII
Quer minuto a minuto, dia a dia,
Tant'outras aventuras se viviam,
Soprando um frenesim na Academia
Que todos experimentavam e sentiam
Num culto de Amizade e de Alegria
- A regra porque todos se regiam –!
De lés a lés bramiam fortes ventos
Tornando os maconginos uns portentos!
XIII
A grandeza do Reino era exigente,
E forçava a criar a sua lei!
E foi assim que, quasi de repente,
O nosso amado Caio – grande Rei –,
Impulsivo quiçá, também prudente,
Movido por si próprio e pela Grei
Ordenou a feitura, co'atenção,
Da base de uma sã Constituição, (*)
XIV
Mas houve novo embate, desta feita,
Estando o Vice-Rei com toda a malta,
Pois a César tomara por desfeita
Que seu filho varão – tremenda falta –
Fosse afastado, longe da ribalta,
Se a morte, disfarçada de maleita,
Viesse p'ra cumprir o seu destino!
Mas seu filho nem era macongino!
XV
Depois de discussão e palratório
Achou-se que a D. Mário e a D. Silveira (**)
Só era permitido – obrigatório –
Concorrerem os dois, de igual maneira!
Acabou-se, por fim, o falatório,
Acabou-se, por fim, a chinfrineira!
Corrigiu-se, por isso, o que era mal,
Com decisão deveras curial!
XVI
Também nestes debates se assentou
Que além destes, tant'outros, se quisessem
O trono, que a celeuma levantou,
Podiam ocupar, desde que dessem
As provas que o passado alicerçou,
P'ra que, ali, as disputas logo cessem!
E, de novo, voltou a calmaria
Por todos recebida co'alegria!
XVII
Mas nem tudo era farra ou só Entrudo!
Havia muito mais do que aparência!
Forçoso era criar bolsas de estudo
Para os pobres de viva inteligência!
Ajudar sim, ajudar mesmo em tudo,
Suprindo, se possível, a carência!
Um lema a que Maconge não fugiu,
Um lema que, aliás, sempre cumpriu!
XVIII
Varrida por lufadas de bom ar,
Já se divisa enorme sementeira
Que o reino teimará em alargar,
Cobrindo, pouco a pouco, a terra inteira!
Outros, por exemplo, o Arrimar,
Mudaram-se p'ra China, tão estrangeira
E arrostando até com o que era mau,
São bem Maconge em solo de Macau!
XIX
O futuro, porém, fero e cruel,
Preparava p'ra nós, – oh quem diria –,
Disfarçado de sonhos e de mel,
Arrotando à mais vã democracia,
A partida tão vil que conteria
O travo bem amargo que há no fel,
Roubando (que tragédia que isto encerra!)
Angola Portuguesa – a Nossa Terra! –
XX
Depois o caos, a guerra, o desvario
Caíram sobre o povo macongino!
P'ra muitos, um caixão soturno e frio;
Mas outros, bafejados p'lo destino,
Apesar do tremendo desatino,
Puderam afastar o negro trio,
Talvez por ser diferente a sua sorte:
A Fome, a Peste, sem faltar a Morte!
XXI
A trágica diáspora nasceu,
Embora em todo o mundo, mais aqui!
Mas Maconge, porém, não esmoreceu,
Por tudo o que já sei e p'lo que vi!
Mais desgraça nos ombros se abateu
Dando tristeza que também senti:
Morreu o Rei, de dor e de revolta!
Mas paira a sua sombra à nossa volta!
XXII
A dor, a pouco e pouco mais esbatida
Parecia como um sonho de mau sono;
Era preciso prosseguir na vida
E encontrar quem ocupasse o trono!
E nas Côrtes de Coimbra é decidida
Escolha dum rei activo e não um mono!
Como uma só voz se levantasse
Pediram ao Saraiva que aceitasse
Todos queriam, num coro bem perfeito,
Que Saraiva, monarca fosse eleito!
XXIII
Este, porém, num gesto de humildade,
Não aceitou tamanha distinção!
Provou ser bem modesto e sem vaidade
Quando tomou tão sábia decisão:
Vice-Rei só, enquanto a sanidade
Da sua alma e corpo tem na mão!
P'ra governar o mundo macongino
Era capaz, sagaz, de muito tino!
XXIV
D. Roberto, talvez como excepção,
O trono de seu pai não quis tomar,
Declinando – que boa solução
Por tudo resolver, facilitar –
No outro candidato, a votação
Que a seguir se viria a efectuar!
Por isso, D, Saraiva volta à liça,
Figura alta, esguia e inteiriça!
XXV
Haveria um só Rei e mais nenhum!
Vice-Reis sim, assim ficou assente!
D. Caio era sempre o número um,
A figura de proa, o eminente!
Não existe acto algum, mas mesmo algum,
Que, em retrato, não esteja ali presente,
Parecendo que escutamos sua alma,
A todos transmitindo a sua calma!
(*) Nas Côrtes Gerais, de 1971, fez-se a aprovação da Lei Fundamental do Reino.
(**) D. Roberto Silveira já julgado e considerado Macongino Honoris Causa é, nas mesmas Côrtes, elevado à categoria de Príncipe Real.
Obs.: O Rei faleceu em 1977 e as Côrtes reuniram-se, em Coimbra, em 1978.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Os Lusíadas - última estrofe
No mar, tanta tormenta e tanto dano,
tantas vezes a morte apercebida;
Na Terra tanta guerra, tanto engano,
tanta necessidade aborrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano?
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o céu sereno
Contra um bicho-da-terra tão pequeno?
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Con te partirò
Con te partirò
con te partirò
paesi che non ho mai
veduto e vissuto con te
adesso sì li vivrò
con te partirò
su navi per mari
che io lo so
no no non esistono più
con te io li vivrò
quando sei lontana
sogno all'orizzonte
e mancan le parole
e io sì lo so che sei con me, con me
tu mia luna tu sei qui con me
mio sole tu sei qui con me, con me, con me, con me
Quando sono solo
sogno all'orizzonte
e mancan le parole
sì lo so che non c'è luce
in una stanza quando manca il sole
se non ci sei tu con me, con me
su le finestre
mostra a tutti il mio cuore
che hai acceso
chiudi dentro me
la luce che
hai incontrato per strada
Autores: Francesco Sartori e Lucio Quarantoto, 1995.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Sentires Sentidos - actividade no período de 01 a 31 de Março de 2008

Fonte: Google Analityc
Nota Pessoal
Ordem descrescente de visitantes:
1. Portugal
2. Brasil
3. Estados Unidos da América
Rui Moio
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
NUNCA DESISTAS
Quando a vida vai mal, como acontece às vezes,
Quando a estrada que trilhas tem mágoas e revezes,
Quando o dinheiro é pouco e as dívidas são altas,
Quando tu queres sorrir e em dor te sobressaltas,
Quando o medo te oprime e a esperança mal avistas,
Então descansa um pouco, sim, mas não desistas.
Que o sucesso ou fracasso não te iludam jamais!
Quando em vez de te abrir te fechas ainda mais,'
E o cinzento doentio das nuvens te amargura,
Se nos olhos não vez amor nem ternura,
E tudo o que tens perto te parece afastado,
Então, enfrenta a luta, mesmo triste e magoado,
E se alguém te disser com pena: "Não resistas"
Outra voz gritará, mais forte: "Não desistas"
Fonte: Blogue "Blog do Quinze de 75" - Post de 20Jan2007
Nota Pessoal
Hoje, à tardinha, tive a sorte e a alegria de conhecer uma pessoa extraordinária, um patriota, um herói nacional, um comando, um militar em todo o sentido da palavra, um homem de letras e um poeta. Alguém que pensa que um militar escolheu um modo de morte e não um modo de vida.
Pouco depois, pesquisei na net pelo seu nome e pela sua obra e, entre outras coisas, encontrei este poema maravilhoso. Bem Haja coronel Roberto Durão. Obrigado pelo exemplo de vida e de amor pátrio que nos dá.
Rui Moio
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
El Albaicín
Solo
camina el solitario
pisa las piedras
del Albaicín
la noche es dulce
es fresca
es quieta la brisa
de otra noche
sonada
la silenciosa música
no suena
pero suena
el corazón
es un tambor
en el desierto
solo
el solitario te recuerda
toca
tu lejano cielo
con manos de sonámbulo
pulsa
el olvidado plectro
tane
tus pectos cervatillos
tu esplendor nocturno
pero solar
el hijo de la música
se desliza
lleva la brisa trae
recuerdos
la suave flor pequena
tres flores
iluminam
el solitario paso
la pisada
las piedras del Albaicín
acá y allá
la llama
de un amor y otro y otro
la llama dulce
que no quema
oh sueno sueno sueno
oh vida oh muerte
una vez y otra vez
te afrima la palabra
pisas las piedras
resplandor de la luz
Fonte: Dn volumul / Du volume En al-Andalus de Miguel Ángel Fernández Arguello - poeta do Paraguay in Ars Amandi - Poèmes - Festival Internacional de Poésie du monde latin.
Nota Pessoal
Poema de um poeta paraguaio que, como eu e tantos outros, sentiu fascínio e magia quando pisou as velhas pedras das calles do bairro Albaicín de Granada.
Rui Moio
Postado por Moio no Alma Viva às 1/13/2007 04:33:00 PM
Marcadores: Literatura
Homo Fortis
Nunca la duda
penetrará su piel
(tan dura como el hierro
de sus garrotes,
tan sucia
como el agua pútrida
de sus "bombas
contra incendios),
nunca vacilará
en esculpir la orden
ejemplar,
el vómito de mando
contra la subversión
(el caos que amenaza
su "paz",
su digestión,
sus privilegios),
esa palabra inquietante
con que justifica
la punición
(o sea la tortura,
la cárcel,
el destierro,
la muerta)
del culpable,
sonador execrable
de extranos mundos prohibidos;
el hombre libre.
Fonte: Poema do poeta paraguaio Miguel Ángel Fernández Arguello - Din Volumul / Du volume El Fuego in ARS Amandi - Festival international de poésie du monde latin
Postado por Moio no Alma Viva à 1/13/2007 05:58:00 PM
Marcadores: Literatura
Matem, homens do Exército Vermelho, matem!
Matem, homens do Exército Vermelho, matem!
Nenhum fascista é inocente, quer esteja em vida quer
esteja por nascer. Matem!
Fonte: A batalha de Berlim de Andrew Tully, pág. 11.
Nota Pessoal
Supostamente, os soldados soviéticos teriam interiorizado estes versos do grande poeta soviético Ilya Ehrenburg, tão na moda ao tempo da ocupação de Berlim pelo Exército Vermelho.





