via Insistimento de Marcos Rezende em 23/10/09
Nasci, cresci, mas não sou dono de mim
Conheço lugares, conheço pessoas, mas não sei quem sou
Perco-me mais em mim do que em lugares distantes
Fico só, mesmo rodeado de minhas "amigas" personalidades
Já ouvi dizer que sou grande e que posso ser feliz
Li diversos textos que me entusiasmam a crescer
Mas a crueldade com que me esponho diante do espelho
É maior que o maior de meus zelos por mim mesmo
E nessa infelicidade dura e crua da vida
Que mastigo devagar enquanto observo a felicidade alheia
Respiro e transpiro pudor por libertar-me
Assim, visto-me de outros "eus" para satisfazer ao mundo
E tranco minha melhor roupa dentro do armário de meu ego
Para não mostrar ao mundo todo meu talento e ser feliz uma vez ao menos
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