Da passada, longínqua grandeza
Resta de pé
O rendilhado, esburacado pórtico mourisco
Do Palácio da Fortaleza.
Palmeiras, longe, acenam
Aos presentes
Goa perene de tristeza…
Como a têmpera dos homens,
O palácio foi ruindo
Até que de todo ruiu:
Ficou o rendilhado do pórtico
Que ao tempo antigo fugiu.
Explendor, timbre real,
A morte tudo levou:
Ficou o desgarrado pórtico
Que doutro tempo sobrou!
E quem um dia aqui passe,
Se acaso ainda existir
Esta ruína passada,
Por certo há-de sofrer
Por certo há-de sentir
Sua boca amordaçada.
Palácio da Fortaleza!...
Reduzido
A uma porta arruinada!
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