Causas perdidas
São as
que me dão vida.
Quero-te,
Ó minha pátria!
Aterro
a minha casa
construo outra
igual, parecida.
Fonte: Mostra na Biblioteca Nacional de 14Jan a 18Abril de 2015: Ruy Cinatti (1915-1986) uma figura multifacetada e Blogue "FRAGMENTÁRIA MENTE", post de 26Set2012
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Causas perdidas
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Votação
Já ganhei o dia
porque fui autentico.
Atingi o mínimo
sem me disfarçar.
A história, não tem
nada de maior.
É um dia na vida.
Chega acreditar.
OBS - Poema elaborado, possivelmente, em Novembro de 1969.
Enviado por carta de 01Nov69 – dia de Todos-os-Santos - a Beja Santos na Guiné.
Fonte: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné - Post de Beja Santos de 06Dez2007
Borda d’ Alma
O calendário foi cumprido
à risca – saiu certo.
Tive um tubérculo, por junto.
Entumescido,
Mas saiu certo.
A culpa foi minha, que não soube
Adubar bem.
Foi propício o clima. A culpa é minha.
De mais ninguém.
Vou experimentar novas mézinhas.
Talvez cultive.
Com anos de pousio, um homem cresce.
Talvez me salve.
OBS - Poema elaborado, possivelmente, em Novembro de 1969.
Enviado por por carta de 01Nov69 – dia de Todos-os-Santos - a Beja Santos na Guiné.
Fonte: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné - Post de Beja Santos de 06Dez2007
Opção
Para Marcello Caetano e Mário Soares
Com o impossível fazem-se milagres.
Com o possível há milagre a menos.
Vamos, decidamos
aquilo que queremos,
somente com as linhas
com que nos cozemos.
Aleluia!
OBS - Poema elaborado, possivelmente, em Novembro de 1969.
Enviado por por carta de 01Nov69 – dia de Todos-os-Santos - a Beja Santos na Guiné.
Fonte: Blogue Luís Graça & Camaradas da Guiné - Post de Beja Santos de 06Dez2007
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Meditação
Tudo imaterial na praia rasa
Cheia de sol, ao fim da tarde.
Proa ao vento quebrada,
A vaga, entre rochedos, se ilumina.
É tudo imaterial, tudo neblina
Ténue que aos poucos arde,
Ao fim da tarde se desfaz, flutua;
Nave de outros tempos se insinua
E voo de ave desliza
Ao longe linha pura.
Tudo imaterial na praia rasa.
Aqui ninguém me vê: amo a ternura.
Linha de Rumo
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parado...
Olho em redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.
Tanto tempo perdido...
Com que saudade o lembro e o bendigo:
Campo de flores
E silvas...
Fonte da vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.
Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado,
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem Pátria e sem Amigos,
Adrede.-
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Caminho de Ferro
Vai a caminho da Zãmbia
O comboio de Benguela.
Leva manufacturas
E soldados à janela.
Resfolega quando sobe.
Escorrega quando desce.
No Lobito, enfim, repousa~e faz o que lhe apetece
Em Nova Lisboa, e Aposta
E carrega muita lenha
Que alimenta a fome enorme
Que há de minério de cobre
