Prometi a mim não escrever
Mais alguma poesia,
Mas do Luso quero dizer
O que há muito não dizia.
No rio Luena ao entardecer,
Sonhando com os jardins e o Ferrovia,
Sinto muita pena de perder
A cidade do Luso onde vivia.
Sonho com as flores do Moxico,
Com loengos, papaias e mamão
E as camangas me deixam rico.
Sonho com a estrada do Benfica à missão.
È um sonho mas não acredito
Que seja apenas uma recordação!
domingo, 10 de agosto de 2008
SONHANDO
sábado, 1 de dezembro de 2007
Rumo
É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Longe, a Terra chama por nós,
e ninguém resiste à voz
Da Terra ...
Nela,
O mesmo sol ardente nos queimou
a mesma lua triste nos acariciou,
e se tu és negro e eu sou branco,
a mesma Terra nos gerou!
Vamos, companheiro ...
É tempo!
Que o meu coração
se abra à mágoa das tuas mágoas
e ao prazer dos teus prazeres
Irmão
Que as minhas mãos brancas se estendam
para estreitar com amor
as tuas longas mãos negras ...
E o meu suor
se junte ao teu suor,
quando rasgarmos os trilhos
de um mundo melhor!
Vamos!
que outro oceano nos inflama.. .
Ouves?
É a Terra que nos chama ...
É tempo, companheiro!
Caminhemos ...
Fonte: Grupo do MSN - Post de Manuel Malafaia
Estação da cidade do Luso
Estação da cidade do Luso,
Quantos partiram quantos chegaram.
Naquela tarde fiquei confuso,
Muitos foram nunca mais voltaram.
Porta de entrada da cidade,
Orgulho de todos os Luenas,
Hoje o vento sopra a saudade,
Ficando esta tristeza apenas.
Domingo a alegria está no ar,
Há visita do comboio-mala,
Chega a locomotiva a fumegar,
Tinham avisado da Chicala,
A viagem está prestes a acabar,
A gare só posso recordá-la!
Fonte: Grupo MSN Luenas - post de Manuel Malafaia de 01Dez2003
