Screveste teu livro à beira-mágoa
por não ser tua a Hora que anunciaste.
Tiveste teus olhos quentes de água
por em ti não chegar Quem esperaste.
Que houveste tu,
da névoa e da saudade,
senão a mui grã coita
em que por vida andaste,
e a alterosa dor,
em ti sofrida,
da Pátria e do Povo
que cantaste?
Repousa amigo,
que mais que o incerto sopro
foste o divino anseio
humano feito,
e,
por haveres desejado e não tido,
deste ao tempo a Hora
em que por tua obra
se conheça o Eleito.
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sábado, 1 de dezembro de 2007
BARDO
ALCÁCER-QUIBIR
Combate do Alto
contra os homens, os tempos e a história.
Na Cruz o trespasse
da morte e do mundo.
Carmim e ouro o céu azul fundo,
a Glória.
Onde foi a alma a Deus e o corpo à honra
cessa a profana e vil memória.
Não há fim,
senão prenúncio e promessa,
a que só Deus vê e dá:
Vitória.
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