Amancio Prada canta Rosalía de Castro
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Amancio Prada canta Rosalía de Castro (poema "Adiós, ríos; adiós, fontes")
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Vou-me embora pra Paságada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que eu nunca tive
E como farei ginástica Andarei
de bicicleta Montarei
em burro brabo Subirei
no pau-de-sebo Tomarei banhos de mar!
E quando estiver
cansado Deito na beira
do rio Mando chamar a mãe-d´água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter
jeito Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Fonte: Mensagens com Amor
http://www.mensagenscomamor.com/poemas_e_poesias_de_manuel_bandeira.htm
Manuel Bandeira
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
Poeira - canção cantada por BONGA
Bonga - Poeira
Era - A poeira do posto
Roeira na rua
Para nos kua tar
Vento - Era empoeirado
Ventava os cubicos
Nos empobrecer.
Poeira - Com impureza
Sempre levantou
E nos bofocou.
Roda - Sai do rodopio
Que o chefe do posto
Vai te zangular.
Lembro
Eu era kanuku
Fugia da cerca
Para Sal vaguardar
Me lembro
Toda essa desgraça
Negros transpirados
Da rusga fugir.
Fonte: Site http://www.letras.com.br/#!bonga/poeira.
Canção cantada por Bonga
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
Salamanca
Das maiores de Espanha
Rodeada de edifícios rosados
Da pedra nativa
De arcarias enormes e antigas
Qual fortaleza, toda fechada
enchem-na estudantes em algazarra
de danças e guitarradas
Cavaqueiam nas esplanadas
Deleitam-se com as gentes
Com o pensamento, com o sonho…
Cidade de juventude, de Unamuno, de saber
Coimbra de Espanha
Colombo enfrenta os Lentes de forte catadura
Os sábios do mundo
E Colombo perde
Mas não morre a esperança
De encontrar a Índia do outro lado do mar
E Simancas
Onde se guarda o manuscrito que divide o mundo
Entre Portugal e Espanha
Mas tão grande é
Esta Cidade
Que é de todo o mundo
Rui Moio 29Jan2007 – concebido à hora do almoço
domingo, 19 de fevereiro de 2017
Os poemas do Rui
1º. Personagem
Os poemas do Rui
Não são poemas
Os poemas do Rui
Não são poemas, já disse,
Bolas!... Não têm rimação
2º. Personagem
Não são poemas?
Os poemas do Rui
Não são poemas ?
Porque falta a rimação?
1º. personagem
Não, não são
Definitivamente não
2º. personagem
Os poemas do Rui
São palavras soltas
Deitadas de qualquer jeito
Cantam ou "descantam",
As famílias divididas
Os amigos dispersos
As tribos destribalizadas
A Terra devastada
A História aldrabada
A alma
Os poemas do Rui
Os poemas do Rui
São palavras soltas
que "descantam", que "descantam"
Trinta anos de mentiras.
23Jun2005
Pensado e redigido ao final da tarde quando saboreava uma bica amarga e fria
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Causas perdidas
Causas perdidas
São as
que me dão vida.
Quero-te,
Ó minha pátria!
Aterro
a minha casa
construo outra
igual, parecida.
Fonte: Mostra na Biblioteca Nacional de 14Jan a 18Abril de 2015: Ruy Cinatti (1915-1986) uma figura multifacetada e Blogue "FRAGMENTÁRIA MENTE", post de 26Set2012
terça-feira, 23 de dezembro de 2014
Testamento
Sem lápides, sem chumbo, sem jazigo;
caixão de tábuas, derradeira casa,
onde repousarei, frágil abrigo,
até me libertar num golpe de asa.
Então, quando estiver a sós comigo,
que ninguém chore porque o choro atrasa,
mas que alguém, se quiser, num gesto amigo,
ponha roseiras sobre a campa rasa.
Será medo o que sinto? Não é medo.
Serei, não serei digna do Segredo?
Ah, meu Deus, para lá das nebulosas,
Mereça ou não a expiação, a dor,
entrego-Te a minha alma sem temor.
O que resta, o que sobrar, é para as rosas.
Fonte: Audioblogue de Luís Gaspar, post de 15Jan2012.


