Velho e dobrado sobre o cajado,
Segue... a esmolar o pão da vida!...
-Parece uma virgula mal metida
Num parágrafo mal articulado.
Foi soldado e comerciante honrado
Na Pátria plural que foi concebida
D'honra e sangue da Geste convencida
Da justeza do Espaço conquistado
Espoliado... Retornado e só...
- Torrão de lama a virar em pó!...
Perdeu o sol e o Direito do chão...
- É trapo da bandeira... e caravelas
Chegadas ao cais e arreadas as velas
Por ventos de Leste... e Alta traição!...
Fonte: Blogue "BRAVOS "RETORNADOS", ESPOLIADOS, DESLOCADOS...", Barra lateral
domingo, 25 de agosto de 2013
Espoliado
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
Poema de Luto Pesado II - [Homenagem de Rodrigo Emílio ao Comandante Francisco Daniel Roxo]
Nota
O Comandante Daniel Roxo faleceu heroicamente em combate e ao serviço da Portugalidade no sul de Angola a 23 de Agosto de 1976. Faz hoje 37 anos.
O grande poeta nacionalista Rodrigo Emílio prestou-lhe esta homenagem que foi publicada no seu livro "Reunião de Ruínas", 1976.
Rui Moio
O teu habitat há-de sempre ser à prova de devassa.
Está nesse mato
Mulato
Em que assentaste praça,
E que já hoje, de raiz, te abraça
- Viriato
Do Niassa!
Ao peso da verde capa de capim, que te revista,
Ou sob o tórrido tampão de terra que assista
À tua ausência
- É de pé, e bem a prumo, que o teu corpo agora jaz!
E, ao terrorista
Sem rumo,
Ainda hoje impões tenência
E passo atrás!
Tu cuidaste apenas de arriscar a pele…
Até ao fim, fizeste a guerra
Por amor de um país chocho,
E frouxo,
Hoje por hoje entregue à cobardia.
(ouves-me aí, Daniel,
DANIEL ROXO?...
- Esta pobre terra não te merecia!)
Mas, lá do regaço – ingrato –
Desse mato tropical,
Em que tu, afinal, ficaste intacto
- Já nem a própria morte te rechassa,
Viriato
Do Niassa!
E daí que eu cante
E que te conte,
Comandante,
No horizonte d´este instante
Sem horizontes defronte;
E que daqui em diante
Não me cale –
Em recado encomendado
Para o solo, sacral
E tão sagrado,
Ao colo do qual Já tu estás soldado.
Vivo horas d´um Outro Horto
Mortal,
Meu herói morto…
Irado,
Absorto e reclinado
Sobre a sombra do teu corpo
Ou aos pés da tua alma
Ajoelhado,
Eu sei que estou, afinal,
Perante o desconforto,
Sem igual,
De ver baixar ao teu coval,
Portugal amortalhado!
Acolhe-te, agora à sombra lisa d´uma lousa.
E, na sempre abrasadora asa da brisa,
Em paz repousa
De todo o esforço quinto-imperial,
Que tens levado.
Dá longas tréguas de sono
A esse teu corpo moço
- De colono
E de colosso;
De soldado
Ao solo dado!...
Fonte: Blogue "Dos Veteranos da Guerra do Ultramar (1959 a 1975)"
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Vexilla Regis
sábado, 17 de agosto de 2013
Poema [Amanhã, quando morrer,]
I
terça-feira, 13 de agosto de 2013
ALMA VAZIA
Fonte: Blogue "Cubal - Terra Amada"
Sinto falta...
Da terra
Que me viu nascer
Da casa
Que me ouviu
O primeiro choro
Sinto falta...
Das ruas onde brinquei
Dos recantos onde namorisquei
Sinto falta...
Dos amigos que lá deixei
Dos irmãos que perdi
Sinto falta...
Do cheiro da chuva
Da luz sem igual
Sinto falta...
Das madrugadas veladas
Do vermelho pôr de sol
Sinto falta...
Do horizonte sem limite
Do calor que tudo abrasa
Sinto falta...
Do nada que tudo preenche
O vazio da falta...
Mimi Peixoto - Março de 99
Fonte: NOS TEMPOS DO KAPARANDANDA. Associação dos Antigos Estudantes do Cubal. ÁFRICA MINHA (Volume III)
domingo, 11 de agosto de 2013
EU QUERO IR

Necas Abreu - Janeiro de 1999. 01h 55 min.
Fonte: NOS TEMPOS DO KAPARANDANDA. Associação dos Antigos Estudantes do Cubal, ÁFRICA MINHA (Volume III)
terça-feira, 9 de julho de 2013
Canción por la victoria de Lepanto, año 1572
Levantó la cabeça el poderoso
que tanto ódio tiene; en neutro estrago
juntó el consejo, y contra nos pensarmos
los que en él se hallaron.
"Venid, dixieron, y en el mar ondoso
hajamos de su sangre un grande lago;
deshagamos a éstos de lá gente,
y el nobre de su Cristo juntamente,
y dividiendo de ellos los despojos,
hártense en muerte sua nuestros ojos."
Vinieron de Ásia y portentoso Egito
los árabes y aleives africanos,
y los que Grecia junta mal con ellos,
con los erguidos cuellos,
con gran poder y número infinito;
y prometer osaron con sus manos
encender nuestros fines y dar muerte
a nuestra juventud con hierro fuerte,
Nuestros nińos prender y las doncellas,
y la gloria mancha y la luz dellas...
Fonte: "El Caballero de Alántara" de Jesús Sanchez Adalid, pág. 3.



