sábado, 28 de julho de 2012
Quotidianos de um diabético
Um mês
Um ano
Administração
Administração
Continuamente Administração
Controlos
Consultas. Exames, Rotinas,
Obrigações, Registos…
Rotinas, Exames, Obrigações,
Registos, Consultas…
Continuamente…
Continuamente…
SÃO QUOTIDIANOS
Penosamente cumpridos
Escrever e Ler
Palestras, Ouvir, Visitar, Conhecer,
Sonhar, Dormir Sossegadamente,
Poetar, Prosar, Analisar, Pensar…
SÃO DESEJOS
Vontades esforçadamente realizadas
Não poucas vezes
O cansaço
E o desânimo
Como um cavalo de elite
Que corre e salta
E segue feliz
O caminho que o destino traçou!
Rui Moio – 26Julho2012, 18h30.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
O "AUTO RETRATO"
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!
Fonte: Escritos criativos entre nós - coluna da direita
terça-feira, 24 de julho de 2012
Senti la Imperio - tradução para esperanto do poema "Sentir o Império"
Flari la Imperio
ĉe Rossio
ĉe korto de la Palaco d' Almada (1)
Estis tiel en mia lando
Kaj en ĉiuj trans la maraj
Kie estis Portugalio
Flari la Imperio
En la centro de "Odivelas" (2)
Sur busoj, en la metroo
Vespere
Sabatoj, Dimanĉoj.
Sur iu ajn donita tago kaj horo
En la koloraj homoj
En miksitaj voĉoj
En ekzotaj vestoj
Flari la Imperio
ĉe "Restelo", ĉe "Anjos" (3)
En la nomoj de stratoj kaj placoj
En rigardante la Tajo
ĉe "Olivais"
Kaj en multaj aliaj kvartaloj
Flari la Imperio
En la verkoj por fari
Kaj en la monumentoj konstruitaj
Ekzistas multaj ŝtonoj ke informi nin pri tio
La "Jerónimos", la "Torre de Belém" (1)
Vojoj, pontoj, palacoj
La Kolonia Ĝardeno kaj multe aliaj pli
Flari la Imperio
ĉe la flughaveno
Kun ambaŭ vojaĝanto
De aliaj kontinentoj
Ke alvenante kaj forirante
ĉiutempe
Flari la Imperio
ĉe polico, armeo, mararmeo
En la sporto
En la "CP", en la aŭtoj elektraj
En la Justeco
En la Ĉambro de Lisbono
Sed,
La Imperio apartigis estas
Ne plu ekzistas
Antaŭ la nomo Portugalio
Estis ĉiuj
Nun,
En tiu malplena de malvenko
Estas specimeno
en la tuta Imperio
En eta Portugalio
Feliĉe, tia estas
Por ĉiuj
Por la lasta generacio de la Imperio
La ke ne tiom perfidis kaj estis oferita
Por la alia parto de ĝi
Kio mortigis la patrujon kaj la Nacio.
Rimarko:
(1) - Monumentoj de Lisbono
(2) - Urbo de Portugalio
(3) - Kvartaloj de Lisbono
Rui Moio - aŭtoro de la poemo "Sentir o Império". Poemo gravedigxis en 03Maio2008.
Traduko al esperanto okazigita en 24Jul2012.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
La Reĝo D. Sebastiano - tradução para esperanto do poema El-Rei D. Sebastião
quarta-feira, 11 de julho de 2012
SINJORO ADMINISTRATORO - tradução para esperanto do poema O SENHOR ADMINISTRADOR

Balalaiko flava kun grandaj poŝoj,
Longaj manikoj butonumita,
Mallongaj pantalonoj aŭ pantalonoj de longa kruro
ĉapo kun klaraj insinio Nacio
Zonon larĝa kaj verdo, grandan bukon.
Nigraj botoj de la trupo malnova
Ĉiam poluris
Neniu gramo de polvo aŭ koto de la pikoj.
Kiu ĉiam kunvenas peto.
Kreinto de ŝoseoj kaj lignaj pontoj
Ĉu vi estas kuracisto, flegisto,
Li estas pastro, li estas leterportisto,
Li estas profesoro de legadoj, agrikulturo,
Li juĝas "makoj" (1)
Duko, markizo de granda teritorio
Tio estas la duono de la Puto, (2)
kapo de la Patrujo-revo
Kio kunigas ĉiujn.
Kun miksaĵo de nobelaro
Kiel granda sobo (3)
En la pozo de la Imperio
Li iras ĉiuj flava
SINJORO ADMINISTRATORO.
Notas:
(1) plural de mako - confusão, conflito, termo angolano "maka"
(2) Puto - Portugal continental
(3) sobo - soba, chefe gentílico em Angola
Rui Moio, skribita en 25Fev2011
*************************************************
O SENHOR ADMINISTRADOR
Balalaika amarela com bolsos largos,
Mangas compridas abotoadas,
Calção curto ou calça de perna longa,
Boné claro com emblema da Nação,
Cinturão largo e verde, fivela grande.
Botas pretas da tropa antiga
Sempre engraxadas
Sem grama de pó ou lama das picadas.
Atende sempre quem o procura.
Fazedor de estradas e de pontes de madeira
É médico, é enfermeiro,
É sacerdote, é correio,
É professor de leituras, de agricultura,
É juiz de makas
Conde, Marquês de um território
Que é metade do Puto,
Cabeça da Pátria-Sonho
Que a todos irmana.
Com um misto de realeza
Como um soba grande
Em pose de Império
Vai todo de amarelo
O SENHOR ADMINISTRADOR.
Rui Moio, realizado a 25Fev2011
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O Topógrafo
Vida de Topógrafo é dura mesmo
Mas tem coisas bonitas para contar
São 5 da manhã!
Toca a levantar
Pega na umbrela, teodolito, tripé
Abana o porta-miras e o chofer
Vamos embora
É hora.
Chofer!... põe o jipe a trabalhar
Uns são engenheiros
Com canudo de faculdade
Outros tiram curso médio
em escola da especialidade
E um ou outro é de todo descartado
II
Para triângular
sobe ao penhasco mais alto
para escolher os pontos a levantar.
Se é preguiçoso
Escolhe os mais fáceis de alcançar.
Se gosta de trabalho bem feito
Tem muito que andar.
Se é burro
Não descobre os pontos
Para o teodotito estacionar
Mede ângulos e distâncias
E de igual jeito
Limita as terras dos quitandeiros,
faz plantas
Constrói estradas, pontes e canais.
III
Vida de Topógrafo é dura mesmo
Mas tem coisas bonitas para contar
Ah, ah, ah, ah
Se tem!!!
Ah, ah, ah,ah
Nos ermos isolados
É poço de muitas atenções:
- Bom dia senhor engenheiro
- Seja bem-vindo senhor engenheiro
- Bom trabalho senhor engenheiro
- experimente esta aguardentezinha senhor engenheiro
que é cá do nosso lugar.
- está convidado senhor engenheiro
para o churrasco do jantar
- Não posso, tenho de calcular
- Ora, ora, senhor engenheiro
- Temos lá meninas para dançar
e quantas vezes
sem querer, sem desejar
é engatado
pelas solteiras e divorciadas do lugar
25Agosto06
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Neologismo
Beijo pouco, falo menos ainda.
Mas invento palavras
que traduzem a ternura mais funda
E mais cotidiana.
inventei, por exemplo, o verbo teadorar.
Intransitivo
Teadoro, Teodora.
Petrópolis, 25 de Fevereiro de 1947
Fonte: Brasil Escola - post "Criações lexicais"
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
AS GAROTAS DO MAR
Todos ficaram sabendo
que assim mesmo é que isto é,
contra as garotas do Mar
é remar contra a maré...
Vencemos em toda a linha!
Foi vitória das mais lindas,
pois nós ganhamos a todas,
Preciosas, Caraslindas...
Contra o que muitos pensavam
nós vencemos o despique,
pois entre ondas de beleza
não podemos ir a pique.
Que as moças iam vencer
era aqui por nós sabido,
pois o Namibe jamais
em beleza foi vencido!
Ninguém nos pode tirar,
cá nesta terra angolana
no campeonato das lindas
a posição soberana.
Todos queriam com bairrismo,
do fundo do coração,
neste Concurso famoso,
a bela repetição.
Lurdes tu és segunda
(Riquita foi a primeira)
e as Miragens do Deserto
hão-de indicar a terceira.
Em loucura colectiva,
no momento final,
a alegria sem limites
dominou a Areal.
Muitos cortejos de carros!
Bancos, pretos... Da cama,
homens, mulher's, crianças,
vêm pr'a rua de pijama!
As Welwistchias ajudaram,
com mil palmas prazenteiras,
que deram com frenezi,
as mil palmas das palmeiras!
E o bom Mar que é nosso Amigo,
em vozes portentosas,
bradou logo o mundo inteiro:
-São nossas as mais formosas!
Fonte: Blogue "GENTE DO MEU TEMPO" - post de 18Out2011


