Hay besos que pronuncian por sí solos
la sentencia de amor condenatoria,
hay besos que se dan con la mirada
hay besos que se dan con la memoria.
Hay besos silenciosos, besos nobles
hay besos enigmáticos, sinceros
hay besos que se dan sólo las almas
hay besos por prohibidos, verdaderos.
Hay besos que calcinan y que hieren,
hay besos que arrebatan los sentidos,
hay besos misteriosos que han dejado
mil sueños errantes y perdidos.
Hay besos problemáticos que encierran
una clave que nadie ha descifrado,
hay besos que engendran la tragedia
cuantas rosas en broche han deshojado.
Hay besos perfumados, besos tibios
que palpitan en íntimos anhelos,
hay besos que en los labios dejan huellas
como un campo de sol entre dos hielos.
Hay besos que parecen azucenas
por sublimes, ingenuos y por puros,
hay besos traicioneros y cobardes,
hay besos maldecidos y perjuros.
Judas besa a Jesús y deja impresa
en su rostro de Dios, la felonía,
mientras la Magdalena con sus besos
fortifica piadosa su agonía.
Desde entonces en los besos palpita
el amor, la traición y los dolores,
en las bodas humanas se parecen
a la brisa que juega con las flores.
Hay besos que producen desvaríos
de amorosa pasión ardiente y loca,
tú los conoces bien son besos míos
inventados por mí, para tu boca.
Besos de llama que en rastro impreso
llevan los surcos de un amor vedado,
besos de tempestad, salvajes besos
que solo nuestros labios han probado.
¿Te acuerdas del primero...? Indefinible;
cubrió tu faz de cárdenos sonrojos
y en los espasmos de emoción terrible,
llenaron sé de lágrimas tus ojos.
¿Te acuerdas que una tarde en loco exceso
te vi celoso imaginando agravios,
te suspendí en mis brazos... vibró un beso,
y qué viste después...? Sangre en mis labios.
Yo te enseñe a besar: los besos fríos
son de impasible corazón de roca,
yo te enseñé a besar con besos míos
inventados por mí, para tu boca.
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Besos
sábado, 12 de fevereiro de 2011
O que dói não é um álamo
O que dói não é um álamo
Não é a neve nem a raiz
da alegria apodrecendo nas colinas.
O que dói
não é sequer o brilho de um pulso
ter cessado,
e a música, que trazia
às vezes um suspiro, outras um berço.
O que dói é saber.
O que dói
é a pátria, que nos divide e mata
antes de se morrer
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Balada da flor de espuma
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Entre as minhas memórias e meu sonho
Vagueio entre as minhas memórias e um sonho,
Num universo onde o tempo é tão fugaz,
Que me conduz numa baila sem sentido,
Vivo entre o meu passado e o futuro,
Como se o tempo estivesse a voltar para trás,
Durmo embalado pelas ondas do mar,
Abraço as memórias com glória,
Regalo me com os momentos de amor,
Esqueço os momentos de azar,
Faço de cada percurso uma vitória,
Percorro os trilhos de quando era menino,
Tenho os sonhos e os caprichos de rapaz,
Tenho a genica de quando era soldadinho,
Gozo da cultura como se fosse ilustrado,
Tenho a sabedoria como um homem já velhinho,
Um mundo que quando acordo se desfaz
Blogue "Os Guerreiros da Paz" - post de 16Set2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Casuarinas (com foto de casuarinas de Porto Alexandre)
Lá longe...
o horizonte esconde o infinito .
Sob um céu azul de mar,
verdes... escurecidas
suas copas espraiando-se
da fumarada nublando-se
de bucarras de chaminés.
Num momento bonito
fábricas apitando...
Ao sabor de marés
traineiras vão chegando.
Copas esgalgadas...
hirtas...
elas s' ondulam
sob o céu azul de mar
espreitando
bonitas...
espraiando-se altivas
as ditas,
sempre vivas
qual meninas...
são elas casuarinas
dum tempo secular!
São alexandrenses
junto à praia.
Filhas de chão d' areias!
Sob um céu azul de mar
sombras refrescando,
garroas travando ...
São elas sereias
junto à praia alinhadas
no horizonte enfiladas
delimitando...
altivas... de rara beleza
sempre meninas...
as velhas casuarinas.
Abençoada natureza!
Fonte: Blogue "Porto Alexandre, (Tombwa), a cidade coragem... em franca recuperação" - post de 11Set2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Sentires Sentidos - Poemas mais lidos nos últimos 30 dias (Entre 20Ago e 18Set2010)

Poemas mais lidos entre 20 de Agosto e 18 de Setembro de 2010
Para você, desejo o sonho realizado
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali
Sonhe com as estrelas
Partitura do Hino Monárquico Português
"Poema Genial" de Clarice Lispector
Fonte: Blogger.com - Blogue "Sentires Sentidos" - Estatística
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Welwitschia Mirabilis
Na desolada solidão enorme
Do Kalahari rasteja esta planta
Que em seu aspecto único, disforme,
Umas vezes me enerva, outras me encanta
Tem a aparência de um polvo gigante
Fossilizado sob o solo ardente
Que é hoje areia em fogo calcinante,
E foi fundo marinho antigamente
As folhas largas, contorcidas,
Parecem traduzir a sede, a mágua,
De línguas abrazadas, estendidas
Num desespero a ver fugir a água
Eu estremeço, quando a noite desce,
Ao ver aquela massa desgrenhada
Que me congela o sangue e me parece
Uma cabeça fria, decepada
Cabeça do Baptista sobre o prato,
De prata, que o luar funde na areia,
Cabeça de Holoformes ainda cheia,
De luxúria e de horror do assassinato
(Composição lírica publicada pelo semanário Mossãmedes de 1 de Janeiro de 1938)
Fonte: Blogue "Gente do meu tempo" - Barra lateral direita
sábado, 11 de setembro de 2010
A noite já não conta missossos
A noite já não conta missossos



