Tive sorte
Sorte de ter nascido onde nasci
de ter tido a família que tive
de ter crescido onde cresci
Sorte de ter os amigos que tive
Sorte de ter vivido onde vivi
de ter acreditado no que acreditei
de ter vivido na época em que vivi
Sorte de ter pensado o que pensei
Sorte de ter vivido o que vivi
de ter chorado o que chorei
de ter vivido com quem vivi
Sorte de ter amado quem tanto amei
Sorte que assim guardo para sempre
valendo mais que todo o ouro
Lembra; tudo o que acima disse,
como o meu mais valioso tesouro.
Fonte: 1 - Viagem Pela História de Angola de 09Jun2007
domingo, 15 de março de 2009
Tive sorte...
sábado, 14 de março de 2009
Silencios
Para Julio Pacheco Rivas
¿Dónde están las voces?
¿Qué pasó con la mirada?
del amor
¿Qué noticias tenemos?
La ciudad vive para sí misma
Plazas edificios avenidas
objetos sin uso
y sin denominación
carentes de alguien que los nombre
ejercen un señorío
parecido a la muerte
cercano a la indiferencia y al olvido
Un silencio largo
de autopista deshabitada
se suma al coro de mudeces
que aturde restaurantes y mercados
La palabra no existe
se la comió el color
el espacio la luz
el peso de la ausencia
vuelve sobre sus pasos
el tiempo
va y viene transcurre solícito
marcando horas sin destinatario
en ciudades privadas de prisas y contemplaciones
Nadie respira ninguno jadea
se perdieron los latidos
el calor del cuerpo
las apetencias de la carne
el sabor del beso y la saliva
el orgasmo de humedades compartidas
sólo nos queda un recuerdo esta muerte
que también se va diluyendo
Fonte: Poemas del Alma
sexta-feira, 13 de março de 2009

Tão longínqua, de tardes amenas;
Meu Luachimo, ladeado de arvores serenas
Que saudade…havia magia na tua margem
Tardes inesquecíveis, tão quentes…
Sentidas como uma canção…
Eu cantei ao rio e seus afluentes
Como se fora uma oração…
Cantavam as aves como uma sinfonia,
Havia alegria, o dia ia desfalecendo
Por aquelas horas felizes, eu partia…
Tardes da minha mocidade…não esqueço
E, no seu remanso, o rio ia correndo,
Fecho os olhos em êxtase permaneço…
Fonte: Blogue "Lupango da Jinha" - post de 27Fev2009
quinta-feira, 12 de março de 2009
Porque o único sentido oculto das cousas
Porque o único sentido oculto das cousas
É elas não terem sentido oculto nenhum,
É mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filósofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E não haja nada que compreender.
Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos: —
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.
Fonte: Blogue AMORE - post de 10Mar2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
OJOS VERDES
Ojos que nunca me veis,
por recelo o por decoro,
ojos de esmeralda y oro,
fuerza es que me contempléis;
quiero que me consoléis
hermosos ojos que adoro;
¡estoy triste y os imploro
puesta en tierra la rodilla!
¡Piedad para el que se humilla,
ojos de esmeralda y oro!
Ojos en que reverbera
la estrella crepuscular,
ojos verdes como el mar,
como el mar por la ribera,
ojos de lumbre hechicera
que ignoráis lo que es llorar,
¡glorificad mi penar!
¡No me desoléis así!
¡Tened compasión de mí!
¡Ojos verdes como el mar!
Ojos cuyo amor anhelo
porque alegra cuanto alcanza,
ojos color de esperanza,
con lejanías de cielo:
ojos que a través del velo
radian bienaventuranza,
mi alma a vosotros se lanza
en alas de la embriaguez,
miradme una sola vez,
ojos color de esperanza.
Cese ya vuestro desvío,
ojos que me dais congojas;
ojos con aspecto de hojas
empapadas de rocío.
Húmedo esplendor de río
que por esquivo me enojas.
Luz que la del sol sonrojas
y cuyos toques son besos,
derrámate en mí por esos
ojos con aspecto de hojas.
Fonte: Poemas del Alma
terça-feira, 10 de março de 2009
CASTAS
Malvasia fina
Vistosa menina
Malvasia Rei
Como sabe bem
Uva Touriga
Doce rapariga
Uva Moscatel
Lábios de mel
Uva Mourisca
Mulher arisca
Tinto Cão
Dá um vinhão
Uva Trincadeira
Forte bebedeira
Uva Bastardo
Flor roxa do cardo
Uva Moreto
Cacho branco e preto
Tinta Barroca
Bêbado na toca
Uva Castelão
Aquece o coração
Tinta miúda
Que ninguém se iluda
Em pipa velha ou nova
De caixão à cova
Tinta Roriz
Ícone de um país
Uva Aragonês
Vinho português
Fonte: Blogue: "O Olhar de Xisto" - post de 08Mar2009
domingo, 8 de março de 2009
ESCUTA
Solta a tua voz, não tenhas medo
Não cultives a flor da solidão.
Tens vontade tão firme, qual rochedo
Na chama que te aquece o coração.
Tens em ti força p’ra mover montanhas
Grita aos quatro ventos, a poesia.
Em tua alma, as belezas são tamanhas
Como o sol que renasce dia a dia.
São de vidro as paredes da cadeia,
Correntes que te prendem, mera teia
Onde algemas ideias, com receio
Da incompreensão que encontras de permeio
Olha que não há eco sem barreiras.
Audácia te proteja além fronteiras.
É hora de quebrares esse mutismo.
Só em ti, no medo, está o abismo.
É mero sulco, o fosso que te isola
O herói, não se rende, nem se imola.
Faz de espelho, reflecte a lua
A esperança que te é peculiar
A luz que tens no peito e não é tua
Que outro espelho, essa luz vá encontrar
E outro, e outro, sempre, sem parar
E o mundo inteiro hás-de iluminar.
Fonte: Gente do meu Tempo
sábado, 7 de março de 2009
Antes
...Antes,
Nada havia,
Eu não sabia,
Da emoção que existia
Eu não podia,
Escrever, ou fazer poesia
Antes,
Bem antes, de você,
Meu coração, acho que não batia
Fonte: Blogue "AMORE" - post de 06Mar2009


