domingo, 18 de janeiro de 2009

Nunca te quejes

TÚ ERES EL RESULTADO DE TI MISMO

NUNCA CULPES A NADIE, NUNCA TE QUEJES DE NADA NI DE NADIE, PORQUE TÚ, FUNDAMENTALMENTE TÚ, HAS HECHO TU VIDA.

ACEPTA LA RESPONSABILIDAD DE EDIFICARTE A TI MISMO Y EL VALOR DE€USARTE DEL ERROR PARA VOLVER A EMPEZAR, CORRIGIÉNDOTE. EL TRIUNFO DEL VERDADERO SER HUMANO SURGE DE LAS CENIZAS.

NUNCA TE QUEJES DE TU AMBIENTE O DE LOS QUE TE RODEAN, HAY QUIENES EN TU MISMO AMBIENTE SUPIERON VENCER. APRENDE A CONVERTIR TODA SITUACIÓN DIFÍCIL EN UNA FORMA DE TRIUNFAR. NO TE QUEJES DE TU POBREZA, DE TU SALUD O DE TU SUERTE; ENFRÉNTALAS CON VALOR Y ACEPTA QUE DE UNA U OTRA MANERA, SON EL RESULTADO DE TUS ACTOS Y LA PRUEBA QUE HABRÁS DE GANAR. LA CAUSA DE TU PRESENTE ES TU PASADO, COMO LA CAUSA DE TU FUTURO SERÁ TU PRESENTE. APRENDE DE LOS FUERTES, DE LOS ACTIVOS, DE LOS AUDACES; IMITA A LOS VALIENTES Y A LOS VENCEDORES, A QUIENES VENCIERON A PESAR DE TODO. PIENSA MENOS EN TUS DIFICULTADES Y MÁS EN TU TRABAJO, Y TUS DIFICULTADES SIN ALIENTO MORIRÁN.

MÍRATE EN EL ESPEJO DE TI MISMO, COMIENZA A SER SINCERO CONTIGO MISMO, RECONÓCETE POR TU VALOR Y POR TU VOLUNTAD. CONOCIÉNDOTE A TI SERÁS LIBRE Y FUERTE, PORQUE TÚ MISMO ERES TU DESTINO, Y NADIE PUEDE SUSTITUIRTE EN LA CONSTRUCCIÓN DE TU DESTINO.

LEVÁNTATE, MIRA LA MAÑANA LLENA DE LUZ Y FUERZA, RESPIRA LA LUZ DEL AMANECER. TÚ ERES PARTE DE LA FUERZA DE LA VIDA. DESPIÉRTATE, CAMINA, MUÉVETE, LUCHA, DECÍDETE Y TRIUNFARÁS EN LA VIDA. RECUERDA QUE CUALQUIER MOMENTO ES BUENO PARA COMENZAR. EMPIEZA AHORA MISMO.


Erradamente atribuído a Pablo Neruda

Muere lentamente

Muere lentamente
quien se transforma en esclavo del hábito,
repitiendo todos los días los mismos trayectos,
quien no cambia de marca.
No arriesga vestir un color nuevo y no le habla a quien no conoce.
Muere lentamente
quien hace de la televisión su gurú.
Muere lentamente
quien evita una pasión,
quien prefiere el negro sobre blanco
y los puntos sobre las "íes" a un remolino de emociones,
justamente las que rescatan el brillo de los ojos,
sonrisas de los bostezos,
corazones a los tropiezos y sentimientos.
Muere lentamente
quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo,
quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño,
quien no se permite por lo menos una vez en la vida,
huir de los consejos sensatos.
Muere lentamente
quien no viaja,
quien no lee,
quien no oye música,
quien no encuentra gracia en si mismo.
Muere lentamente
quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.
Muere lentamente,
quien pasa los días quejándose de su mala suerte
o de la lluvia incesante.
Muere lentamente,
quien abandona un proyecto antes de iniciarlo,
no preguntando de un asunto que desconoce o
no respondiendo cuando le indagan sobre algo que sabe.

y yo agragaria despues de vivir, se puede escribir de lo que se ha vivido...

Erradamente atribuído a Pabolo Nheruda

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A perfeição

O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.

Fonte: Jornal de Poesia

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

à ré/ num barco velho

À ré
Num barco velho
Imagino que navego.
Pelas vigias
Do camarote abrigado
Desfilam as praias, os rochedos
Ou as margens com caniçais
Passam barcos com gente
A vida

Com papel e lápis
Registo os instantâneos
Da minha imaginação de viajante
Sentado à mesa
Não sinto o baloiço das ondas
O incómodo do vento
Não desperdiço energias
Emociono-me fingidamente
Na navegação em mares e rios distantes
Sou Marinheiro
Sem porto fixo
Sem hora de partida nem de chegada.

Rui Moio, 16Jun2008

Evocação de Silves

Saúda, por mim, Abû Bakr,
os queridos lugares de Silves
e diz-me se deles a saudade
é tão grande quanto a minha.
saúda o Palácio dos Balcões,
da parte de quem nunca o esqueceu,
morada de leões e de gazelas
salas e sombras onde eu
doce refúgio encontrava
entre ancas opulentas
e tão estreitas cinturas.
moças níveas e morenas
atravessavam-me a alma
como brancas espadas
como lanças escuras.
ai quantas noites fiquei,
lá no remanso do rio,
preso nos jogos do amor
com a da pulseira curva,
igual aos meandros da água,
enquanto o tempo passava...
ela me servia vinho:
o vinho do seu olhar,
às vezes o do seu copo,
e outras vezes o da boca.
tangia-me o alaúde
e eis que eu estremecia
como se estivesse ouvindo
tendões de colos cortados.
mas se retirava as vestes
grácil detalhe mostrando,
era ramo de salgueiro
que me abria o seu botão
para ostentar a flor.

ALVES, Adalberto - Al-Mu'tamid - Poeta do Destino
Assírio & Alvim, Lisboa 1996

Fonte: BLogue "AMORE" - Post de 28Nov2008

Cajueiro plantado no cérebro

Oh, velho, disforme, cambuta, retorcido, feio-
-maravilhoso cajueiro da minha infância!
Vem de longe estender tua sombra amiga
Sobre meu corpo longo de suor e desespero...
Traz-me a carícia de tuas folhas-
-paraus de piratas nas lagoas da chuva
(Estou longe, quero regressar à minha terra...)
O suave aroma de teus ramos de pele encarquilhada, resinando,
Os esconderijos de teus braços nos cigarros proibidos.

Vem de longe, desse fundo sem eco da distância,
E traz-me a doce fragrância de um só caju maduro
Marcado com meu nome e data
E que os outros não descobriram...

Oferece-me a última vez que seja na vida
Teus ramos tenros para marinhar
Acrobacias impossíveis:
- Énu mal'ê! Énu mal'ê

Fonte: Blogue "AMORE" - post de 02Dez2008

Welwitchia Mirabilis

Como esquecidos esqueletos
dormindo...
Na poeira de oiro desbotado
pedras brancas
alvejadas na triste secura do chão.

Formas estranhas de gravetos
cheios de quebras e espinhos
negrejam de quando em vez
neste chão viúvo de caminhos.

Crucificada
numa encruzilhada que não existe
a forma triste e estatelada
duma Welwitchia sem cor
marca o lugar do encontro
do nada com o esquecimento.

O céu cor de cinza, carregado
de destino
olha para o quadro deserto
Fechado...
A coisa não merece céu aberto...
Com ar desconsolado
de quem já não vale a pena.

Estou ali também--- sentado
sou o toque de humano e pungente
naquela paisagem do deserto.

A. Neves de Sousa, In Batuque
Blogue: "AMORE" - post de 02Dez2008

Poemas para um tocador de quissanje

1
Leio nos teus olhos
a minha infância
como quem olha um retrato
envelhecido e mudo...

Os teus olhos parados
claros de luas passadas
não são mais que pedras frias
onde perpassam cacimbos...

... no entanto leio neles
todo esse mundo querido
de mistérios
assombrações

e receios
claras manhãs de Janeiro
calor de todos os jangos
verdes capins sorrindo...

Falam de noites da vida
vidas da vida falando
na linguagem de um quissanje

2
Eras o maior
dos tocadores de quissanje...

Vinham gentes
e paravam...
ao luar de frios ventos
de jangos mudos
e as mulembas
não embalavam
as folhas...

Na longa noite do tempo
inda se escutam e choram
teus acordes de quissanje
mensagens de além perdido.

3
... e vinham
das distâncias
eram das terras da lunda
e os regressados das ilhas
e as crianças que não iam
muito p'ra além dos luandos
e das portas
e eram velhas
cachimbando
junto às fogueiras
sem lenha
e vinham todos...

Alongava-se na noite
canto de escravos passados
vozes de contratados
o teu quissanje dolente...

4
... as velhas já não choravam
filhos perdidos no mar
e as crianças não choravam
a fome dos ventres grávidos
e as mulheres já não choravam
homens levados de noite
em cargas silenciosas...
e as lavras já não choravam
e as estradas
e os mares
suor dos ombros cansados
e os homens
já não choravam
já não choravam
já não choravam
Calavam.

5
Havia conchas de mar
múcuas e pitangueiras
falas de gentes quiocas
vozes de terras ganguelas
gritos de homens cuanhamas
ó amor de jovens luenas
e lendas de mucubais
inconformadas presenças
pairando em cada silêncio
em cada vagem que seca
como promessas de pão feitas fome
na realidade diária.

Havia
havia
havia
humanidades de espera
como promessas de pão.

Fonte: Blogue "AMORE" - post de02Dez2008

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