Paraquedista
Que andas em terra,
A tua alma encerra
Saudades do ar
E na conquista
Beijam-te as moças
Só p`ra que nao ouças
teu peito a vibrar
A morte é franca
Já te foi apresentada
ela de ti nao quer nada
Tem amor aos arrojados
A asa Branca
Quando a trazes desdobrada
é como a saia rodada
da moça dos teus pecados.
E quando em guerra
Mergulhares, fendendo o espaço,
Hás-de dar um grande abraço
Aos anjos que andam no céu
E quando em terra
Enfrentares audaz o perigo,
Gritarás ao inimigo:
- Alto aí ! Aqui estou eu
Fonte: Forum Boinas Verdes
sábado, 15 de dezembro de 2007
Hino do Pára-quedista
Mudança
Há um minuto atrás não era eu
Por isso só me atraso se descrevo
Esta mudança brusca que se deu...
Não diria o que sinto no que escrevo.
Sou outro já, no que me aconteceu,
Todo o frio que tinha me aqueceu.
Não estou no que fiquei, sou a mudança:
O movimento, o sangue, o vento, a dança.
Onda de azul, crisálida de lodo,
Gota de chuva que arde em mar de fogo
Demónio ou anjo? Queda ou ascensão?
Sou o leve tremor, a vibração
De uma folha que corre o mundo todo
E por momentos pousa em minha mão.
Setembro 2003
Dizem que a democracia é uma coisa boa
Dizem que a Democracia é uma coisa boa/
Não há quem diga que não/
Se não fosse a democracia/
Não se sabia que havia tanto ladrâo
M E N S A G E M
O herói Jaz, Cansado de Lutar,
De Norte a Sul, na Pátria meditando.
Os seus olhos refulgem vendo entrar
Gente e raças voltando.
O braço esquerdo tem, ensanguentado,
O direito está firme mas mal posto.
O Primeiro diz Angola onde é pousado,
O outro PORTUGAL e está dobrado,
Com sua mão sustenta o próprio rosto.
Fita, sem dor, sem medo, e conservando
A alma, sempre viva, do passado:
O rosto com que fita é de um COMANDO!
Março de 2007
Fonte: Blogue Passa-Palavra - Post de Roberto Durão de 10Mar2007
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
NUNCA DESISTAS
Quando a vida vai mal, como acontece às vezes,
Quando a estrada que trilhas tem mágoas e revezes,
Quando o dinheiro é pouco e as dívidas são altas,
Quando tu queres sorrir e em dor te sobressaltas,
Quando o medo te oprime e a esperança mal avistas,
Então descansa um pouco, sim, mas não desistas.
Que o sucesso ou fracasso não te iludam jamais!
Quando em vez de te abrir te fechas ainda mais,'
E o cinzento doentio das nuvens te amargura,
Se nos olhos não vez amor nem ternura,
E tudo o que tens perto te parece afastado,
Então, enfrenta a luta, mesmo triste e magoado,
E se alguém te disser com pena: "Não resistas"
Outra voz gritará, mais forte: "Não desistas"
Fonte: Blogue "Blog do Quinze de 75" - Post de 20Jan2007
Nota Pessoal
Hoje, à tardinha, tive a sorte e a alegria de conhecer uma pessoa extraordinária, um patriota, um herói nacional, um comando, um militar em todo o sentido da palavra, um homem de letras e um poeta. Alguém que pensa que um militar escolheu um modo de morte e não um modo de vida.
Pouco depois, pesquisei na net pelo seu nome e pela sua obra e, entre outras coisas, encontrei este poema maravilhoso. Bem Haja coronel Roberto Durão. Obrigado pelo exemplo de vida e de amor pátrio que nos dá.
Rui Moio
Hino da Legião Portuguesa
Nós teremos que vencer...
Nada temos a temer
Da invasão comunista.
Já existe a Legião,
Ao vento solta o pendão,
Dá combate ao anarquista.
Não voltamos ao passado,
Acabou o revoltado,
Disso temos a certeza;
E mais tranquilos andamos
Porque todos confiamos
Na Legião Portuguesa.
Reparai no seu marchar,
Os braços a oscilar,
Elevando a mão ao peito.
Garbosos e aprumados,
São verdadeiros soldados
da ordem e do respeito.
Ele é um soldado unido,
Quer na paz ou quer no perigo,
O seu lema é avançar.
Respeita o seu comandante,
Gritando sempre: Avante!
Por SALAZAR! SALAZAR!
Autor: José Gonçalves Lobo em 1937
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Huíla
Foi no dia que soube que não eras para mim
que a minha vida mudou e o Mundo deu uma volta
a minha alma despedaçada exigia revolta
mas o coração apaixonado chorava assim:
Ó terra bendita que tens os meus antepassados
gente boa, gente má, corajosas e obreiras
que te edificaram em sacrifícios chorados por carpideiras,
eu vou, mas o teu encanto cantarei em meus fados.
E assim tenho vivido no sono da indolência
com os verdes da Chela que ancila a minha paixão
e as cascatas e os frutos que me suavizam a aparência.
E vou cantar-te até morrer, Huíla, numa canção
que te recorde e aos outros leve o teu encanto
e a lição do batuque do óbito em tradição e pranto.
Fonte: Blogue de José Jorge Grade - Post de 26Março de 2007
Sei que neste momento / De escuridão dois olhos / Me acompanham.
Sei que neste momento
De escuridão dois olhos
Me acompanham.
Sinto que neste momento
De solidão uma multidão
Me aguarda.
Creio que neste momento de dor
Uma luz divina me consola.
Sei, sinto e creio que sempre
Há companhia para quem
Caminha sozinho no sofrimento
E no encontro da vida.
Fonte - Poema copiado de um quadro à entrada da capela do Hospital de Santa Marta a 17Out2007


