Mostrar mensagens com a etiqueta Pablo Neruda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pablo Neruda. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

QUEDA PROHIBIDO!

Queda prohibido llorar sin aprender,
levantarte un día sin saber que hacer,
tener miedo a tus recuerdos.

Queda prohibido no sonreír a los problemas,
no luchar por lo que quieres,
abandonarlo todo por miedo,
no convertir en realidad tus sueños.

Queda prohibido no demostrar tu amor,
hacer que alguien pague tus deudas y el mal humor.

Queda prohibido dejar a tus amigos,
no intentar comprender lo que vivieron juntos,
llamarles solo cuando los necesitas.

Queda prohibido no ser tú ante la gente,
fingir ante las personas que no te importan,
hacerte el gracioso con tal de que te recuerden,
olvidar a toda la gente que te quiere.

Queda prohibido no hacer las cosas por ti mismo,
tener miedo a la vida y a sus compromisos,
no vivir cada día como si fuera un ultimo suspiro.

Queda prohibido echar a alguien de menos sin alegrarte,
olvidar sus ojos, su risa,
todo porque sus caminos han dejado de abrazarse,
olvidar su pasado y pagarlo con su presente.

Queda prohibido no intentar comprender a las personas,
pensar que sus vidas valen mas que la tuya,
no saber que cada uno tiene su camino y su dicha.

Queda prohibido no crear tu historia,
no tener un momento para la gente que te necesita,
no comprender que lo que la vida te da, también te lo quita.

Queda prohibido no buscar tu felicidad,
no vivir tu vida con una actitud positiva,
no pensar en que podemos ser mejores,
no sentir que sin ti este mundo no sería igual.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Saudade

Saudade é solidão
acompanhada,
é quando o amor ainda não foi
embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado
que ainda não passou,
é recusar um presente que nos
machuca,
é não ver o futuro que nos
convida...


Saudade é sentir que existe o
que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que
perderam,
é a dor dos que ficaram para
trás,
é o gosto de morte na boca dos
que continuam...


Só uma pessoa no mundo
deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos
sofrimentos:
não ter por quem sentir
saudades, passar pela vida e não viver.


O maior dos sofrimentos é
nunca ter sofrido.


Paplo Neruda
In grupo GMSN Sopiadas Jan2006

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Ode ao Fígado

Modesto,
organizado
amigo,
trabalhador
profundo,
deixa-me te dar a asa
do meu canto,
o golpe
de ar,
o salto
de minha ode:
ela nasce
de tua máquina
invisível,
ela voa
partindo de teu infatigável
e fechado moinho,
entranha
delicada
e poderosa
sempre viva e obscura.
Enquanto
o coração sonha e atrái
a partitura do bandolin,
lá dentro
tu filtras
e repartes,
separas
e divides,
multiplicas
e engraxas,
sobes
e recolhes
os fios e os gramas
da vida, os últimos
licores,
as íntimas essências.
Víscera
submarina,
medidor
do sangue,
vives
cheio de mãos
e de olhos
medindo e transvasando
em teu escondido
quarto
de alquimista.
Amarelo
é o teu sistema
de hidrografia vermelha,
búzio
da mais perigosa
profundidade do homem
ali sempre
escondido,
sempiterno,
na usina,
silencioso.
E todo
sentimento
ou estímulo
cresceu em teu maquinário,
recebeu alguma gota
de tua elaboração
infatigável,
ao amor agregaste
fogo ou melancolia,
uma pequena
célula equivocada
ou uma fibra
gasta em teu trabalho
e o aviador se engana de céu,
e o temor se precipita em assovio,
o astrônomo perde um planeta.
Como brilham acima
os olhos feiticeiros
da rosa,
os lábios
do cravo
matutino!
Como ri
no rio
a donzela!
E abaixo
o filtro e a balança,
a delicada química
do fígado,
a adega
dos câmbios sutis:
ninguém
o vê ou o canta,
porém,
quando
envelhece
ou desgasta seu morteiro,
os olhos da rosa se acabaram,
o cravo murchou sua dentadura
e a donzela não cantou no rio
Austera parte
ou todo
de mim mesmo,
avô do coração,
moinho
de energia:
te canto
e temo
como se foras juiz,
metro,
fiel implacável,
e se não posso
entregar-me amarrado à pureza,
se o excessivo
comer
ou o vinho hereditário de minha pátria
pretenderem
perturbar minha saúde
ou o equilíbrio da minha poesia,
de ti,
monarca obscuro,
distribuidor de mel e de venenos,
regulador de sáis,
de ti espero justiça:
Amo a vida: cumpre! Trabalha!
Não detenhas o meu canto.

Related Posts with Thumbnails