Finalmente,
aui nos tendes presentesa.
Formados,
mas p´lo vinho acabados.
Que nos quereis confessrar?!
Quém breve iremos casar!?
Sim...
se lesse teu pensamento,
talvez lesse:
(Pressa num casamento.
Mas eu não leio
e fingirei não ler,
e deixarei no meio
o que pensas fazer.
Vamos sonhar mais,
brincar, gritar ais,
retardar o fel,
fazer só lua de mel.
Vamos...
mesmo sabendo,
quó que sonhamos
vai-se esmorecendo.
Fonte: Página do Facebook Colegas Tchivinguiro, post de Carlos Loureiro de 08Mai2012
Poema inserto no Livro dos Finalistas de 1963 da Escola de Regentes Agrícolas do Tchivinguiro.
terça-feira, 9 de maio de 2017
ÀS NOSSAS NOIVAS
segunda-feira, 8 de maio de 2017
Dia das Mães (recitado por Rolando Boldrin)
Fonte. Youtube.comYoutube.com
domingo, 7 de maio de 2017
A Rua dos Cataventos
Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.
Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.
Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!
Fonte: A Magia da Poesia - Mário Quintana - Poemas
sábado, 6 de maio de 2017
Eu escrevi um poema triste
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza…
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel…
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves…
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
Fonte: A Magia da Poesia - Mário Quintana - Poemas
sexta-feira, 5 de maio de 2017
Passam crianças
Passam crianças
pálidas,
cansadas,
com os livros na mão,
a pasta
ou nada.
Nem parecem crianças a passar.
Há na indiferença triste daqueles passos
a vaga acusação
de terem estado um doloroso verão
ou a fingir
ou a estudar.
(E algumas
não comeram sequer
ao abalar).
Fonte: Blogue "Voar Fora da Asa", Post de 03Mar2013
quinta-feira, 4 de maio de 2017
À mon Père - Théodore de Banville (1823-1891)
Ô mon père, soldat obscur, âme angélique !
Juste qui vois le mal d'un oeil mélancolique,
Sois béni ! je te dois ma haine et mon mépris
Pour tous les vils trésors dont le monde est épris.
Oh ! tandis que je vais fouillant l'ombre éternelle,
Si la Muse une fois me touchait de son aile !
Si ses mains avaient pris plaisir à marier
Sur mon front orgueilleux la rose et le laurier
Par lesquels le poëte est souvent plus qu'un homme,
Comme je tomberais à tes genoux ! et comme
Je ne serais jaloux de personne et de rien,
Si tu disais : Mon fils, je suis content, c'est bien.
Car ce cœur fier que rien de bas ne peut séduire,
Ô père, est bien à toi, qui toujours as fait luire
Devant moi, comme un triple et merveilleux flambeau,
L'ardeur du bien, l'espoir du vrai, l'amour du beau !
Fonte. Poésie françaises.fr - Recueil de poésies des meilleurs poètes français et étrangers d'hier à aujourd'hui. Recueil : Les Stalactites (1846).
terça-feira, 2 de maio de 2017
segunda-feira, 1 de maio de 2017
À ma Mère (2) - Théodore de Banville (1823-1891)
Mère, si peu qu'il soit, l'audacieux rêveur
Qui poursuit sa chimère,
Toute sa poésie, ô céleste faveur !
Appartient à sa mère.
L'artiste, le héros amoureux des dangers
Et des luttes fécondes,
Et ceux qui, se fiant aux navires légers,
S'en vont chercher des mondes,
L'apôtre qui parfois peut comme un séraphin
Épeler dans la nue,
Le savant qui dévoile Isis, et peut enfin
L'entrevoir demi-nue,
Tous ces hommes sacrés, élus mystérieux
Que l'univers écoute,
Ont eu dans le passé d'héroïques aïeux
Qui leur tracent la route.
Mais nous qui pour donner l'impérissable amour
Aux âmes étouffées,
Devons être ingénus comme à leur premier jour
Les antiques Orphées,
Nous qui, sans nous lasser, dans nos cœurs même ouvrant
Comme une source vive,
Devons désaltérer le faible et l'ignorant
Pleins d'une foi naïve,
Nous qui devons garder sur nos fronts éclatants,
Comme de frais dictames,
Le sourire immortel et fleuri du printemps
Et la douceur des femmes,
N'est-ce pas, n'est-ce pas, dis-le, toi qui me vois
Rire aux peines amères,
Que le souffle attendri qui passe dans nos voix
Est celui de nos mères ?
Petits, leurs mains calmaient nos plus vives douleurs,
Patientes et sûres :
Elles nous ont donné des mains comme les leurs
Pour toucher aux blessures.
Notre mère enchantait notre calme sommeil,
Et comme elle, sans trêve,
Quand la foule s'endort dans un espoir vermeil,
Nous enchantons son rêve.
Notre mère berçait d'un refrain triomphant
Notre âme alors si belle,
Et nous, c'est pour bercer l'homme toujours enfant
Que nous chantons comme elle.
Tout poète, ébloui par le but solennel
Pour lequel il conspire,
Est brûlé d'un amour céleste et maternel
Pour tout ce qui respire.
Et ce martyr, qui porte une blessure au flanc
Et qui n'a pas de haines,
Doit cette extase immense à celle dont le sang
Ruisselle dans ses veines.
Ô toi dont les baisers, sublime et pur lien !
À défaut de génie
M'ont donné le désir ineffable du bien,
Ma mère, sois bénie.
Et, puisque celle enfin qui l'a reçu des cieux
Et qui n'est jamais lasse,
Sait encore se faire un joyau précieux
D'un pauvre enfant sans grâce.
Va, tu peux te parer de l'objet de tes soins
Au gré de ton envie,
Car ce peu que je vaux est bien à toi du moins,
Ô moitié de ma vie !
Fonte: Poésie françaies.fr - Recueil de poésies des meilleurs poètes français et étrangers d'hier à aujourd'hui. Recueil : Les Cariatides (1842).
domingo, 30 de abril de 2017
L'hippopotam . Théophile Gautier (1811-1872)
L'hippopotame au large ventre
Habite aux Jungles de Java,
Où grondent, au fond de chaque antre,
Plus de monstres qu'on n'en rêva.
Le boa se déroule et siffle,
Le tigre fait son hurlement,
Le buffle en colère renifle ;
Lui, dort ou pait tranquillement.
Il ne craint ni kriss ni zagaies,
Il regarde l'homme sans fuir,
Et rit des balles des cipayes
Qui rebondissent sur son cuir.
Je suis comme l'hippopotame :
De ma conviction couvert,
Forte armure que rien n'entame,
Je vais sans peur par le désert.
Fonte: Poésie françaises.fr - Recueil de poésies des meilleurs poètes français et étrangers d'hier à aujourd'hui. Recueil : La comédie de la mort (1838).
sábado, 29 de abril de 2017
À ma Mère - Théodore de Banville (1823-1891)
À Madame Élisabeth-Zélie de Banville.
Ô ma mère, ce sont nos mères
Dont les sourires triomphants
Bercent nos premières chimères
Dans nos premiers berceaux d'enfants.
Donc reçois, comme une promesse,
Ce livre où coulent de mes vers
Tous les espoirs de ma jeunesse,
Comme l'eau des lys entr'ouverts !
Reçois ce livre, qui peut-être
Sera muet pour l'avenir,
Mais où tu verras apparaître
Le vague et lointain souvenir
De mon enfance dépensée
Dans un rêve triste ou moqueur,
Fou, car il contient ma pensée,
Chaste, car il contient mon cœur.
Fonte: Poésise française.fr - Recueil de poésies des meilleurs poètes français et étrangers d'hier à aujourd'hui. Recueil : Les Cariatides (1842).
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Aquela Rapariga
Aquela rapariga,
airosa,
bata branca no braço,
ri
quando olham para ela.
(Ri sempre
e continua).
Trabalha numa casa de saúde.
(Quando não passa é porque está de vela;
mas sente-se-lhe a falta aqui na rua).
Fonte: Fonte: Blogue "Voar Fora da Asa", Port de 03Mar2013, in ("Cidade" de Cochat Osório, Luanda 1960).
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Eternamente Mãe
MÃE...
Que na presença constante me ensinaste
na pureza do teu coração
a vislumbrar caminhos...
MÃE...
Companheiras dos meus primeiros passos,
mestra das primeiras palavras...
MÃE...
Do amor sem dimensão,
em casa momento,
dos capítulos da minha vida
não ensaiados, mas vividos em emoção...
MÃE...
Do acalanto do meu sono aquecido de amor,
aninhando em teu coração...
MÃE...
Do abraço, do beijo que levo na lembrança...
MÃE...
És tu quem me inspira a caminhar...
MÃE...
A presença de cada passo que o tempo não apaga...
Eternamente MÃE!
Fonte: Desconhecida.
Eternamente MÂE (com uma letra nalguns pontos diferente da apresentada acuma)
Mãe…
Que na presença constante me ensinou na pureza do seu coração seguir os teus caminhos…
Mãe…
Dos primeiros passos, das primeiras palavras…
Mãe…
Do amor sem dimensão, de cada momento, dos atos de cada capítulo de minha vida não ensaiados, mas vividos em cada emoção…
Mãe…
Da conversa no quintal, do acalanto do meu sono aquecido de amor, aninhada em seu coração…
Mãe…
Do abraço, do beijo que levo na lembrança…
Mãe…
É você que me inspira a caminhar…
Mãe…
A presença de cada passo que o tempo não apaga: por mais longo e escuro que seja o caminho, haverá sempre um horizonte…
Mãe…
Mulher a quem devemos a vida, que merece o nosso respeito, nossa gratidão e nosso afeto.
Fonte: http://jornaldopovao.no.comunidades.net/mensagens
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Romanceiro Gitano (Romancero Gitano) – trecho
(Romance da lua, lua)
A lua veio à forja
com sua anquinha de nardos.
O menino a olha, olha.
O menino está olhando-a.
Lá no espaço comovido
a lua move seus braços
e exibe, lúbrica e pura,
seus seios de duro estanho.
- Foge lua, lua, lua.
Se chegassem os gitanos,
com teu coração fariam
anéis brancos e colares.
- Menino, deixa que dance.
Quando os gitanos chegarem,
te acharão sobre a bigorna
com os olhinhos fechados.
- Foge lua, lua, lua,
que já ouço seus cavalos.
- Menino, deixa-me, não pises
minha brancura engomada.
O ginete se acercava
tocando o tambor do chão.
Dentro da forja o menino
tem os olhos fechados.
Vinham pelo oliveiral
os gitanos, bronze e sonho.
As cabeças levantadas
e os olhos semicerrados.
Como canta ali o bufo,
ai, como canta na árvore.
Pelo céu a lua segue
de mãos dadas com um menino.
Lá dentro da forja choram,
dando gritos, os gitanos.
O ar a vela, vela.
O ar a está velando.
Romance de la luna, luna
La luna vino a la fragua
con su polizón de nardos.
El niño la mira, mira.
El niño la está mirando.
En el aire conmovido
mueve la luna sus brazos
y enseña, lúbrica y pura,
sus senos de duro estaño.
— Huye luna, luna, luna.
Si vinieran los gitanos,
harían con tu corazón
collares y anillos blancos.
— Niño, déjame que baile.
Cuando vengan los gitanos,
te encontrarán sobre el yunque
con los ojillos cerrados.
— Huye, luna, luna, luna,
que ya siento los caballos.
— Niño, déjame, no pises
mi blancor almidonado
El jinete se acercaba
tocando el tambor del llano.
Dentro de la fragua el niño
tiene los ojos cerrados.
Por el olivar venían,
bronce y sueño, los gitanos.
Las cabezas levantadas
y los ojos entornados.
¡Cómo canta la zumaya,
ay, cómo canta en el árbol!
Por el cielo va la luna
con un niño de la mano.
Dentro de la fragua lloran,
dando gritos, los gitanos.
El aire la vela, vela.
El aire la está velando.
in Romanceiro Gitano (Romancero Gitano de Federico Garcia Lorca ) traduzido (trecho) para português. Publicado em 26 de janeiro de 2012, em Citações Selecionadas.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Canção
Qual dia somos nós
Nós somos todos os dias
Meu amigo
Nós somos toda a vida
Meu amor
Nós nos amamos e nós vivemos
nós vivemos e nós nos amamos
E não sabemos o que é a vida
E não sabemos o que é o dia
E não sabemos o que é o amor
Fonte: Poemas de Todos os Poetas, Publicado em 20 de março de 2012, em Citações Selecionadas.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
À Espera dos Bárbaros
O que esperamos na ágora reunidos?
É que os bárbaros chegam hoje.
Por que tanta apatia no senado?
Os senadores não legislam mais?
É que os bárbaros chegam hoje.
Que leis hão de fazer os senadores?
Os bárbaros que chegam as farão.
Por que o imperador se ergueu tão cedo
e de coroa solene se assentou
em seu trono, à porta magna da cidade?
É que os bárbaros chegam hoje.
O nosso imperador conta saudar
o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe
um pergaminho no qual estão escritos
muitos nomes e títulos.
Por que hoje os dois cônsules e os pretores
usam togas de púrpura, bordadas,
e pulseiras com grandes ametistas
e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
Por que hoje empunham bastões tão preciosos
de ouro e prata finamente cravejados?
É que os bárbaros chegam hoje,
tais coisas os deslumbram.
Por que não vêm os dignos oradores
derramar o seu verbo como sempre?
É que os bárbaros chegam hoje
e aborrecem arengas, eloqüências.
Por que subitamente esta inquietude?
(Que seriedade nas fisionomias!)
Por que tão rápido as ruas se esvaziam
e todos voltam para casa preocupados?
Porque é já noite, os bárbaros não vêm
e gente recém-chegada das fronteiras
diz que não há mais bárbaros.
Sem bárbaros o que será de nós?
Ah! eles eram uma solução.
Fonte: Poemas de Todos os Poetas (Do livro Poesia Moderna da Grécia – Seleção, tradução direta do grego, prefácio, textos críticos e notas de José Paulo Paes – Editora Guanabara, Rio de Janeiro, 1986.)
domingo, 23 de abril de 2017
Lua congelada
Com esta solidão
ingrata
tranquila
com esta solidão
de sangrados achaques
de distantes uivos
de monstruoso silêncio
de lembranças em alerta
de lua congelada
de noite para outros
de olhos bem abertos
com esta solidão
desnecessária
vazia
se pode algumas vezes
entender
o amor.
Fonte: Poemas de Grandes Poetas in “O Amor, as mulheres e a vida – Antologia de poemas de amor”, Tradução: Julio Luis Gehlen. São Paulo: Verus, 2000. p. 33 – colaboração de Marcela para A Magia da Poesia)
sábado, 22 de abril de 2017
O “Adeus” de Teresa
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Oração para Aviadores
Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Santa Clara, clareai.
Fonte: A Magia da Poesia - Manuel Bandeira - Poemas
quinta-feira, 20 de abril de 2017
ON THIS DAY I COMPLETE MY THIRTY-SIXTH YEAR
- ´TIS time the heart should be unmoved,
- Since others it hath ceased to move:
- Yet, though I cannot be beloved,
- Still let me love!
- My days are in the yellow leaf;
- The flowers and fruits of love are gone;
- The worm, the canker, and the grief
- Are mine alone!
- The fire that on my bosom preys
- Is lone as some volcanic isle;
- No torch is kindled at its blaze--
- A funeral pile.
- The hope, the fear, the jealous care,
- The exalted portion of the pain
- And power of love, I cannot share,
- But wear the chain.
- But 'tis not thus--and 'tis not here--
- Such thoughts should shake my soul nor now,
- Where glory decks the hero's bier,
- Or binds his brow.
- The sword, the banner, and the field,
- Glory and Greece, around me see!
- The Spartan, borne upon his shield,
- Was not more free.
- Awake! (not Greece--she is awake!)
- Awake, my spirit! Think through whom
- Thy life-blood tracks its parent lake,
- And then strike home!
- Tread those reviving passions down,
- Unworthy manhood!--unto thee
- Indifferent should the smile or frown
- Of beauty be.
- If thou regrett'st thy youth, why live?
- The land of honourable death
- Is here:--up to the field, and give
- Away thy breath!
- Seek out--less often sought than found--
- A soldier's grave, for thee the best;
- Then look around, and choose thy ground,
- And take thy rest.
| Note: "On this Day I Complete my Thirty-Sixth Year" is reprinted from Works. George Gordon Byron. London: John Murray, 1832. |
Fonte: PoetryArchive
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Mamãe Eu Quero (Carmen Miranda)
Nota



